Como começar a investir nos mercados financeiros… do zero

O lendário investidor Howard Marks, nas várias entrevistas que tem dado, costuma dizer com alguma graça que é possível perceber em que fase está o mercado pela reação daqueles que lhe perguntam o que faz da vida. Assim, quando o mercado está em alta, fazem-no sentir como se fosse a pessoa mais interessante da sala. Por outro lado, quando o mercado está em baixo, as reações são de desprezo.

Nos últimos anos tenho registado uma tendência curiosa: sempre que menciono este meu interesse por investir, é cada vez mais certo que da outra parte surja uma questão do género: “Também gostava de começar, o que me aconselhas?” ou “Que ações recomendas comprar nesta altura?”. A lógica do Howard Marks faz mesmo muito sentido. Na altura que escrevo este post, decorre ainda o maior bull market dos últimos 100 anos.

Plataforma de investimento

Para quem procura começar a investir do zero, o primeiro passo passa pela escolha da plataforma de investimento. Nesta fase, existem três grandes fatores que devem guiar a sua escolha:

  • Custos (compra/venda de títulos e manutenção da conta)
  • Diversidade de instrumentos
  • Simplicidade no acompanhamento da carteira

De forma global, existem dois tipos principais de ferramentas para o efeito. A primeira (e mais comum) são os bancos. Certamente já recebeu uma chamadinha do seu gestor de conta bancário a perguntar se não teria interesse em investir numas ações da moda ou nuns fundos de investimento/PPR’s com rentabilidades muito porreiras. Mais! Provavelmente até terá mesmo alocado parte do seu capital a alguns destes fundos, dada a credibilidade da instituição e a conveniência de já lá ter o seu dinheiro! Lamentavelmente, os bancos são a pior escolha possível: comissões elevadas para tudo e mais alguma coisa, e falta de transparência na motivação por trás de algumas sugestões de compra (kickbacks para o banco/gestor quando o cliente investe em determinados fundos).

Interface da Degiro

A alternativa aos bancos são as corretoras online. Estas são plataformas que estão desenhadas para potenciar tanto quanto possível a experiência de pesquisar, comparar e transacionar instrumentos financeiros. No entanto, é necessário ter em atenção a diversidade de alternativas no mercado e o facto de que umas poderão ser mais adequadas do que outras. Para quem procura começar a investir, o foco deverá ir para a simplicidade da ferramenta e os custos associados.

Assim, esqueça corretoras reputadas como a IG ou o SaxoBank – ferramentas de trading, uso de margem e rapidez de execução são excelentes para investidores profissionais, mas acarretam custos desnecessários. A melhor recomendação que posso fazer nesta altura é a Degiro. Aqui irá encontrar uma plataforma totalmente online, simples de usar, com os preços mais competitivos do mercado, e com uma enorme variedade de instrumentos financeiros à escolha.

Com quanto dinheiro devo começar

Depois de escolhida a ferramenta, é necessário olhar para a parte estratégica da coisa. E a primeira questão que me colocam é, tipicamente, perceber com quanto devem começar. Esta é uma pergunta natural mas que, na verdade, não faz sentido nenhum. Se a sua escolha quanto à plataforma de investimentos recaiu sobre a Degiro, então não terá qualquer custo com depósitos/manutenção da conta e apenas terá de suportar uma pequena comissão na compra de títulos. Obviamente, o senso-comum deve imperar – não irá começar com apenas 5 euros, já que uma comissão fixa de 50 cêntimos significariam à partida um rombo de 10% do preço total de compra. Mas também não necessita de transferir todas as poupanças que tem acumuladas e investir tudo de uma vez.

Se está a pagar algum tipo de crédito, sobretudo empréstimos para consumo, crédito automóvel ou cartão de crédito, então a prioridade deve ir antes de mais para o abatimento dessa dívida. Esses créditos têm tipicamente associados a si uma taxa de juro elevada e que, ao ser evitada, acabam por se traduzir em ganhos reais. Por exemplo, se estiver a pagar 8% ao ano nos próximos dois anos, abater esse empréstimo rapidamente é equivalente a ganhar esses mesmos 8%, com a vantagem adicional de não correr nenhum risco (só para comparar, as outras alternativas de investimento “sem-risco”, como depósitos a prazo, trazem-lhe retornos de… 0%).

Depois de abatidos todos os créditos (exceção feita para o crédito à habitação, dado o seu largo horizonte temporal e, presumivelmente, taxas de juro mais baixas), a prioridade deverá ir para a definição de fundos de emergência. Os mercados financeiros são irregulares e o pior que pode acontecer a um investidor é ter de recorrer aos fundos que tem investidos nos mercados (sobretudo quando estes estão em baixo). Por norma, a recomendação é que tenha sempre à mão (em depósitos a prazo, por exemplo), entre 6 meses e 1 ano de despesas correntes. Este montante pode ser ajustado de acordo com a sua segurança laboral. A ideia é que, em caso de despesas urgentes (saúde, arranjo de automóvel, …, prendas de casamento) ou desemprego, não tenha de recorrer imediatamente aos seus investimentos.

Depois de pagos todos os créditos e posto de parte o valor para emergências, pode finalmente começar a investir nos mercados. Se já tem um valor significativo e está na dúvida se deve investir tudo de uma vez, ou investir aos poucos, não consigo dar uma resposta conclusiva. Os dias em que o mercado valoriza são mais frequentes do que os dias em que o mercado desvaloriza, pelo que investir tudo mais cedo lhe dará um retorno ligeiramente superior. Mas em alturas como esta, em que o mercado se encontra em máximos históricos, pode ser tentador esperar por uma queda antes de entrar no mercado. Ninguém consegue prever o que vai acontecer nas próximas semanas, meses ou anos, e as previsões de uma recessão próxima já vêm desde 2011 – se ainda estivesse à espera desde aí pela melhor altura para entrar, teria perdido ganhos na ordem dos 200%!!!

A melhor estratégia de investimento

Por fim, chegamos à parte mais interessante para aqueles que ainda não sabem nada sobre como investir! Sobre o tema das estratégias de investimento, existe muito a dizer. Aliás, existem milhares de livros e, potencialmente, milhões de artigos escritos sobre o tema (em que uma boa parte há-de fazer um trabalho de explicar a dinâmica dos mercados muito melhor que aquele que eu possa fazer).

Fazer dinheiro é fácil…

Se sabe muito pouco ou nada sobre a bolsa, há apenas duas coisas que precisa de saber nesta fase inicial.

S&P 500, o índice de referência da bolsa americana (1970-2020)

A primeira, é que o mercado acionista funciona por ciclos, ora expandindo, ora contraíndo. No entanto, num período temporal suficientemente largo, a economia mundial vai crescendo e, dessa forma, cresce também o valor global das empresas cotadas em bolsa. Como pode perceber pelo gráfico acima, que ilustra a performance das 500 maiores empresas americanas ao longo dos últimos 50 anos, a tendência de crescimento tem sido positiva, mesmo tendo em conta catástrofes como a crise financeira em 2007 ou a pandemia já em 2020.

A outra é que, apesar de os mercados crescerem no longo-prazo, a esmagadora maioria dos investidores ou perde dinheiro, ou regista uma valorização inferior à média (incluindo também investidores profissionais!). Entre emoções, impostos, custos transacionais, limitações de volume, ego e pouca habilidade para antecipar tendências, muitos investidores institucionais acabam por apresentar retornos inferiores à média do mercado, levando alguns até a ter de fechar os próprios fundos. Mesmo aqueles que têm apresentado boas rentabilidades num passado recente não são garantia de uma boa performance futura. Os mercados adaptam-se constantemente e dificilmente uma estratégia de investimento trará resultados positivos num período temporal suficientemente longo.

… quando se tem paciência

Por norma, a performance dos gestores de fundos de investimento são avaliados de acordo com os ganhos/perdas do seu fundo vs a média do mercado (S&P500 nos Estados Unidos se focados no mercado americano, ou MSCI World Index caso tenham exposição internacional). Diferentes fundos poderão ter diferentes propósitos (por exemplo, alguns servem para dar exposição a uma indústria específica, enquanto outros sacrificam ganhos para ter menor volatilidade), mas genericamente e para quem investe no longo-prazo, a prioridade vai para o retorno absoluto da carteira.

Pelo gráfico acima, é possível então perceber que o investidor médio apresenta resultados muito inferiores à média do mercado, isto é, ao retorno anual que teria se investisse, simplesmente, em todas as empresas do índice. Eis quanto teria se tivesse investidos 1000 euros no mercado americano (reinvestindo dividendos) vs 1000 euros num fundo com retorno anualizado de 4% (experimente vários horizontes temporais aqui):

  • Desde 2015: 1 784€ vs 1 217€ (+46.6%)
  • Desde 2010: 3 564€ vs 1 480€ (+240.8%)
  • Desde 2000: 3 357€ vs 2 191€ (+53.2%)
  • Desde 1990: 17 927€ vs 3 244€ (+552.6%)
  • Desde 1980: 83 435€ vs 4 801€ (+1 737.9%)

À medida que se recua no tempo, os resultados obtidos são cada vez mais extraordinários. Facilmente se percebe que, acrescentando mais um ou outro ponto percentual, o resultado final seria ainda mais explosivo. Fica então fácil de perceber o porquê de “bater o mercado” ser um objetivo transversal a tantos investidores, e o impacto negativo que acarreta falhar esse objetivo. Assim sendo, a estratégia mais adequada para a generalidade dos investidores passa, simplesmente, por investir de forma passiva. Isto é, em vez de perder tempo a selecionar os melhores fundos de investimento ou as melhores empresas para investir, e juntar-se às casualidades do mercado, deverá investir no mercado como um todo e deixar que o crescimento composto faça a sua magia!

Investir passivamente

Se ficou convencido acerca dos benefícios de se “contentar” com o retorno médio do mercado, resta agora saber como fazê-lo. Antes de mais, é importante relembrar que qualquer pequeno incremento no custo do seu portfólio de investimento poderá sacrificar o seu retorno de forma muito significativa, no longo-prazo. Assim sendo, é importante escolher instrumentos com um expense-rate mais baixos.

Exposição ao mercado acionista

De forma a ter exposição a todo o mercado de ações, deverá recorrer preferencialmente a um ETF (Exchange-Traded Fund). Estes instrumentos são fundos de investimento transacionados em bolsa (como se de ações se tratassem) e cujo capital é alocado de acordo com regras específicas (por setor, por área geográfica, por tipo de instrumento financeiro, etc.). ETFs com exposição ao mercado acionista são os mais comuns e, também, os mais baratos (geridos automaticamente por um computador, que reparte o capital por todas as empresas que constituem o índice-alvo). Ao investir num ETF que replique a performance do S&P500 estará a fazer algo equivalente a repartir o seu capital pelas ações das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, mas sem ter o trabalho de comprar cada um individualmente!

Acima estão três exemplos de ETF com exposição a diferentes mercados acionistas. Até aqui tenho usado como exemplo o mercado norte-americano, por ser mais maduro, mais representativo (empresas como Microsoft, Amazon ou Apple estão aqui) e aquele que apresenta, historicamente, melhores resultados. No entanto, costuma ser boa ideia manter uma posição em outros mercados, de forma a diminuir a exposição a uma área geográfica específica.

Adicionalmente, estes fundos pertencem à Vanguard, gestora pioneira neste tipo de instrumentos. Na Vanguard irá encontrar uma diversidade assinalável de diferentes ETFs para diferentes tipos de exposição, ao menor custo possível. Outros fundos como iShares (da BlackRock) também poderão merecer alguma atenção, se quiser comparar custos ou encontrar uma alternativa à Vanguard. Para investir nestes fundos, basta apenas pesquisar pela insígnia na Degiro (por exemplo, VUSA para o mercado norte-americano).

Diversificação do risco

Como mencionei anteriormente, os mercados financeiros evoluem por ciclos (tipicamente, de acordo com o estado da economia). Os excelentes retornos do mercado acionista no longo-prazo podem trazer consigo, frequentemente, quedas abruptas no seu valor, chegando à perda de 50% do capital. Esta perda não é definitiva, a não ser que levante fundos numa fase em que o mercado esteja a contrair. Por essa razão é que aconselhei a manter um fundo de emergência, para necessidades imprevistas. Ainda assim, é essencial manter-se sereno nestas alturas, e relembrar que é apenas uma fase.

Frequência e magnitude dos ganhos e perdas de um portfolio com 100% exposição ao mercado norte-americano – mais informação acerca da performance e volatilidade aqui

Existem diferentes formas de mitigar a volatilidade. Aliás, nesta altura justifica-se a introdução de um conceito fundamental a toda a lógica de investimento, que é o risco. O risco pode assumir diferentes formas e traduz-se, tipicamente, em perda temporária ou permanente do capital. Existe risco cambial, risco de liquidez, risco de crédito, risco político, etc. Quanto mais abrangente for a exposição do ETF selecionado, menor será a vulnerabilidade face a certos tipos de risco (exposição ao mercado europeu diminui o risco cambial, exposição a várias áreas geográficas diminui o risco político/nacional/setorial, exposição a vários instrumentos financeiros diminui o risco de mercado, etc.).

Através da diversificação da carteira de investimentos, é possível então dar uma resposta efetiva aos vários tipos de risco que o poderão afetar. No entanto, é importante perceber que a diversificação tem associada quase sempre alguma perda de rentabilidade. Aliás, a rentabilidade de um ativo financeiro está quase sempre relacionado com o risco financeiro associado a esse mesmo ativo.

No limite, posso não correr riscos nos meus investimentos e investir apenas em dívida soberana alemã ou suiça (países que dificilmente entrarão em default) – no entanto, a rentabilidade seria pouco significativa (no contexto atual de baixas taxas de juro, a rentabilidade seria negativa!). Por outro lado, posso correr imenso risco ao comprar produtos financeiros derivados alavancados, em que uma variação % positiva do preço de uma ação pode, em alguns casos, trazer ganhos de 30x… ou a perda total do capital, em caso de variação negativa (e vice-versa).

Ativos financeiros alternativos

Vou abster-me aqui de partilhar ativos específicos, e falar apenas de algumas classes principais. Caso tenha interesse em saber mais sobre cada uma delas e consultar a performance histórica, basta procurar no Google por “Vanguard ativo-alvo” (por exemplo, Vanguard Commodities ETF).

  • Bonds (obrigações) – empréstimos obrigacionistas com remuneração em cupões: tipicamente mais estáveis em termos de preços, e pagam uma percentagem fixa com determinada regularidade; a variedade é grande, e pode escolher obrigações soberanas, de grandes ou pequenas empresas, a curto, médio ou longo-prazo, etc.
  • Gold (ouro) – este tipo de ETFs replica o preço da onça de ouro nos mercados internacionais; não paga dividendos e é usado apenas como uma reserva de valor, tipicamente para fazer face ao risco de inflação;
  • Commodities (matérias-primas) – aqui enquadram-se os ETFs que replicam a variação de preços do petróleo, gás-natural, milho, trigo, etc. nos mercados internacionais; podem ser usados de forma especulativa (para ganhos de curto-prazo) ou como proteção de risco (empresas transportadoras/aéreas usam estes índicies para fixar preços do petróleo com alguma antecedência, de forma a ter estabilidade nos custos das matérias-primas)
  • Forex (mercado cambial) – tal como acontece com matérias-primas, este mercado é util para tirar rentabilidade de estratégias especulativas de curto-médio prazo ou mitigar risco cambial de negócios com vendas internacionais
  • REITs (mercado imobiliário) – compreendem fundos de investimento em imobiliário, que investem em residências, armazéns, escritórios, etc. e cujo objetivo é tirar rendimentos periódicos (rendas) com uma menor correlação com os mercados acionistas
Exemplo de um portfolio com distribuição por diferentes ativos financeiros

Se tiver curiosidade em atenuar a volatilidade da sua carteira de investimentos, o mais comum é tipicamente partir a carteira em 60% Ações e 40% Obrigações. As obrigações trazem menor rentabilidade, mas não são tão afetadas nas alturas más. No entanto, o mais comum é utilizar-se uma regra como alocar a Ações o equivalente a 100 – (a sua idade). Como a maioria dos investidores investe a longo-prazo (para a reforma), quanto mais longínquo estiver esse momento, mais riscos poderá correr, uma vez que não irá necessitar desse dinheiro tão cedo. À medida que os anos forem avançando, aí vá rebalanceando a carteira de forma a ter uma alocação a obrigações cada vez maior, diminuindo assim o risco de chegar a altura de fazer o levantamento e coincidir com uma fase menos positiva dos mercados.

Se quiser fazer um back-testing e perceber como diferentes alocações aos diferentes ativos se comportariam em diferentes momentos do tempo, dê uma vista de olhos ao Portfolio Visualizer, onde poderá perceber qual a magnitude dos ganhos e perdas anuais para cada combinação.

Conclusão

Este artigo, apesar de longo, não tem como objetivo ser exaustivo nesta matéria. Muito menos tentar convencer quem quer que seja dos benefícios de investir numa estratégia específica (até porque, mesmo tendo interiorizado todo este conteúdo, a maioria dos leitores dificilmente terá a paciência e estômago para tirar as rentabilidades apresentadas).

No entanto, sinto que só ao fim de alguns anos, dois cursos superiores e muita (muuuita) leitura pelo meio, é que consegui realmente começar a compreender a importância de acautelar o meu futuro e de como devo proceder de forma a correr menos riscos e de me desencorajar neste longo caminho. Em resumo, creio que o valor deste artigo se prende com o entendimento de que tudo isto é apenas uma base e que, sob esta base, existe muita informação que a complementa e que o ajudará a não cometer alguns dos erros que eu e outros investidores amadores cometeram ou, no mínimo, a não perder tanto tempo à procura de respostas.

Como não poderia deixar de ser, deixo algumas sugestões de livros que poderão ser um acrescento útil, caso tenha interesse em saber mais sobre este tema:

  • BOLSA – Investir nos mercados financeiros (foi por aqui que comecei há muitos anos, é um livro técnico mas simples que mostra os vários instrumentos financeiros disponíveis para investir)
  • O Jogo do Dinheiro (as explicações e estratégia presentes neste artigo são transversais a vários autores, mas neste livro há o bónus das entrevistas a vários investidores bem-sucedidos, bem como uma ideia para um portfolio para maximizar rentabilidade-risco do Ray Dalio)
  • The Bogleheads Guide to Investing (John Bogle foi o fundador da Vanguard e um dos investidores mais bem-sucedidos de sempre – deixou uma filosofia com uma legião de seguidores enormes, que ajudaram a simplificar todos estes conceitos num conjunto de sugestões super-acionáveis)
  • The simple path to wealth (outro livro dentro da mesma linha dos de cima, cujo autor se reformou cedo na vida seguindo um conjunto de regras)
  • Fóruns: Bogleheads e r/investing
  • Tudo o que seja possível ver/ler do Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo e o investidor mais influente de sempre